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Prova ENEM 2024 PPL – todas as questões

179 questões encontradas · página 8 de 18

      Pesquisas mostram que o preconceito se faz presente em nossa sociedade e existe mesmo nas comunidades mais desenvolvidas. No esporte, que também reflete os valores de uma sociedade, a situação se mostra parecida. Entre outros tipos de preconceito, podemos citar aquele contra as mulheres, no sentido de elas não serem capazes de realizar atividades físicas semelhantes e/ou até mesmo iguais às dos homens. No contexto do rugby, que é a segunda modalidade esportiva mais praticada no mundo e que cresce significativamente no Brasil, os comentários mais comuns ainda são de que essa é uma prática violenta de/para homens, e que as mulheres não deveriam praticar. Por esse motivo, aquelas atletas inseridas na modalidade são consideradas homossexuais e/ou masculinizadas. Contudo, o rugby busca a adesão de mulheres ao seu universo.


MOURA, G. X. et al. Mulher e esporte: o preconceito com as atletas de rugby da cidade de Maringá (PR). Motrivivência, n. 50, maio 2017 (adaptado).

Ao abordar os preconceitos presentes no rugby, o texto denuncia o(a)

Cotidiano

[...]

Seis da tarde como era de se esperar Ela pega e me espera no portão Diz que está muito louca pra beijar E me beija com a boca de paixão

Toda noite ela diz pra eu não me afastar Meia-noite ela jura eterno amor E me aperta pra eu quase sufocar E me morde com a boca de pavor

Todo dia ela faz tudo sempre igual Me sacode às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã

CHICO BUARQUE. Construção. São Paulo: Phonogram / Philips, 1971 (fragmento).



Nessa letra de canção, que retrata o cotidiano de um casal, há marca de uso coloquial da língua portuguesa em

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TEXTO I

        Meu caro Gilberto,
   Convivi longamente com Saciologia goiana. As palavras faíscam em garimpos semânticos. Goiás mora em minhas raízes. Ali tombei no corpo de meus antepassados Antônio Castanho Almeida e Martin Rodrigues Tenório de Aguilar e agora renasço em minha neta Mirela Rondom Caiado Bomfim.
      Você recebeu a Coroa de sonetos?
      Um abraço fraterno do
      Paulo Bomfim


TEXTO II


      Prezado Prof. Gilberto Mendonça Teles
      Cumprimentos
      Quero lhe agradecer o oferecimento da sua Saciologia goiana, que li e estou relendo e que me proporcionou inúmeras surpresas. Acompanho com o maior apreço a sua atividade — ainda agora consultei a edição recente e enriquecida de seu trabalho sobre vanguarda europeia e Modernismo brasileiro.
     Creia no apreço e admiração do
     Nelson W. Sodré

XAVIER, T. M. (Org.). Fortuna crítica de Saciologia goiana. Rio de Janeiro: Galo Branco, 2011.

As cartas de Paulo Bomfim e de Nelson Sodré respondem e agradecem a Gilberto M. Teles o envio de um exemplar de seu livro Saciologia goiana. Quanto ao teor, elas se diferenciam, respectivamente, por apresentarem

O valente Romano

           Não rolaram pelo chão, machucando-se nas pedras, como fazem os guerreiros. Nem esmurraram-se as bocas. Num tempo que não tem medida, sentiram o calor e o cheiro que cada um exalava. Olhavam o céu procurando resposta e nada estava escrito. Teriam eles mesmos de inventar a sentença para o encontro.
      Derrotados pela certeza de que gostariam de nunca romper o abraço, desvencilharam-se, bruscamente. De cabeças baixas, guardaram o silêncio que apenas os homens de coragem conhecem.
        — Vá embora! — suplicou Romano.
     Anselmo Dantas experimentou um derradeiro impulso de partir em cima do inimigo, mas duvidou se queria matá-lo ou retê-lo junto ao peito. Virou as costas e desapareceu na escuridão. Um galho de baraúna e um laço de corda de agave eram a única luz que seus olhos enxergavam.

BRITO, R. C. Faca. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.


Nesse fragmento, a tensão da luta corporal entre os personagens desdobra-se na consciência com que cada um

      Sim, ela sentia dentro de si um animal perfeito. Repugnava-lhe deixar um dia esse animal solto. Por medo talvez da falta de estética. Ou receio de alguma revelação... Não, não, — repetia-se ela — é preciso não ter medo de criar. No fundo de tudo possivelmente o animal repugnava-lhe porque ainda havia nela o desejo de agradar e de ser amada por alguém poderoso como a tia morta. Para depois no entanto pisá-la, repudiá-la sem contemplações. Porque a melhor frase, sempre ainda a mais jovem, era: a bondade me dá ânsias de vomitar. A bondade era morna e leve, cheirava a carne crua guardada há muito tempo. Sem apodrecer inteiramente apesar de tudo. Refrescavam-na de quando em quando, botavam um pouco de tempero, o suficiente para conservá-la um pedaço de carne morna e quieta.

LISPECTOR, C. Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

Nessa passagem, a reflexão feita pela personagem resulta da sua tomada de consciência da

Dá licença!

      Instituída no Brasil em 1988 pela Constituição Federal, a licença-paternidade foi definida como sendo de cinco dias corridos, com base no artigo 7º da Constituição, mas ainda precisaria ser regulamentada pelo Congresso Nacional, por meio de uma lei.
      “A licença-paternidade no Brasil, de cinco dias corridos, é menor do que o Carnaval. Qual a mensagem que estamos passando com isso? Qual a prioridade nesse caso?”, questiona um jornalista integrante da articulação política CoPai, de pessoas, empresas e coletivos que buscam a licença-paternidade estendida.
      Especialistas defendem que um tempo de licença-paternidade maior tem impactos positivos na família inteira: gera pais mais participativos, crianças com melhor desempenho na escola e mães com maiores chances de sucesso nas carreiras. Estudos apontam esses benefícios, uma vez que pais que são presentes e cuidadores geram filhos que serão cidadãos mais saudáveis emocionalmente e mais produtivos, assim como empresas que oferecem essa licença apresentam maior retenção de funcionários e de produtividade.

DETLINGER, J.; SERRA, Y. Pais e Filhos, n. 637, jan. 2024 (adaptado).


Nesse texto, a estratégia utilizada para convencer o leitor acerca da necessidade do aumento de tempo da licença-paternidade foi

Venha ver o pôr do sol

     O mato rasteiro dominava tudo. E não satisfeito de ter-se alastrado furioso pelos canteiros, subira pelas sepulturas, infiltrara-se ávido pelos rachões dos mármores, invadira as alamedas de pedregulhos esverdinhados, como se quisesse com sua violenta força de vida cobrir para sempre os últimos vestígios da morte. Foram andando pela longa alameda banhada de sol. Os passos de ambos ressoavam sonoros como uma estranha música feita do som das folhas secas trituradas sobre os pedregulhos. Amuada, mas obediente, ela se deixava conduzir como uma criança. Às vezes mostrava certa curiosidade por uma ou outra sepultura com os pálidos medalhões de retratos esmaltados.

TELLES, L. F. Antes do baile verde. São Paulo: Cia. das Letras, 2009.


Nesse trecho, os procedimentos de construção que promovem a expressividade decorrem da

    A partir de 1980, as academias de ginástica, com as suas diferentes modalidades de exercícios e a visão da aptidão física, passam a ser amplamente divulgadas no Brasil como essenciais à saúde, numa perspectiva médica, individual e de consumo, sem se questionar a relação dominante entre elas. Entretanto, essa análise carece de um olhar ampliado. O modelo de valorização da atividade física como fator de promoção da saúde (em sua perspectiva do controle de riscos), provocando o melhor ajuste do ser humano à sociedade capitalista por meio de uma boa aptidão física, é limitado. As reflexões em busca das práticas do movimento humano voltadas à saúde, em sentido complexo e multidimensional, tal como exigem os desafios contemporâneos, precisam considerar a natureza abrangente de relações entre a educação, o trabalho, o lazer e as práticas corporais, voltados para a melhoria das condições de vida para a saúde da população em sua totalidade.

NOGUEIRA, J. A. D. ; BOSI, M. L. M. Saúde Coletiva e Educação Física: distanciamentos e interfaces. Ciência & Saúde Coletiva, v. 22, 2017 (adaptado).

Na sociedade atual, a relação entre o exercício físico e a saúde resulta no(a)

A rua

     A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas.

JOÃO DO RIO. A alma encantadora das ruas. São Paulo: Cia. das Letras, 2008.


Nesse trecho, as metáforas usadas pelo narrador caracterizam a rua como um lugar que retrata a

Imagem associada para resolução da questão

Nesse anúncio publicitário, o trecho que concentra concomitantemente marcas das funções conativa e emotiva da linguagem é

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