Eliseu D’Angelo Visconti (1866-1944) desenvolveu diversas obras no Brasil, com grande influência das escolas europeias. Em sua pintura Três meninas no jardim, há
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Eliseu D’Angelo Visconti (1866-1944) desenvolveu diversas obras no Brasil, com grande influência das escolas europeias. Em sua pintura Três meninas no jardim, há
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A leitura comparativa das duas esculturas, separadas por mais de 2500 anos, indica a
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O Círio de Nazaré é uma festa que ocorre, anualmente, na cidade de Belém do Pará, no segundo domingo do mês de outubro. Sua estrutura ritualística tem origem no catolicismo devocional que surge em Portugal por volta do século XV. Até 1789, a festa em louvor a Nossa Senhora de Nazaré, em Belém, era marcada pelas ladainhas e novenas. Em 1790, a Igreja Católica autorizou a realização de festa em homenagem à Virgem. A primeira procissão ocorreu em 1793. Existindo há mais de duzentos anos, a Festa congrega um extenso mosaico de elementos integrados em diferentes planos e graus de intensidade.
ALMEIDA, I. M. A. Revisitando o Círio de Nazaré a partir da lente sociológica de Eidorfe Moreira. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, n. 3, set.-dez. 2015 (adaptado).
O reconhecimento da festa descrita no texto, como patrimônio histórico, encontra sustentação no(a)
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Disponível em: https://culturainquieta.com. Acesso em: 18 nov. 2021.
Al Margen é um artista argentino que questiona padrões de comportamento da sociedade contemporânea. Essa ilustração reflete práticas sociais sintetizadas na
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TEXTO I
Lá no bairro que eu moro É tão triste os dias meus Por eu ser um violeiro Muita gente me ofendeu Me chamam de vagabundo Muita tristeza me deu Mas eu sou encorajado Eu rezo pra São Mateus Cantando eu não faço mal Porque estou louvando a Deus
GRUPO DE FANDANGO OS TROPEIROS DA MATA. Louvando a Deus. In: SILVA, O.; BARROS, A. et al. Documento sonoro do folclore brasileiro. São Paulo: Funarte; Atração Fonográfica; Instituto Itaú Cultural, 1982 (fragmento).
TEXTO II
USP tem primeiro curso de Viola Caipira do mundo. Os alunos que prestaram o vestibular 2005 para o curso de Música na Escola de Comunicações e Artes da USP, em Ribeirão Preto, tiveram mais uma opção: o bacharelado em Viola Caipira. Segundo o professor do curso, Ivan Vilela, existe um interesse cada vez maior pela viola caipira, pois “as pessoas se voltam para suas origens. Hoje encontramos a viola não só na música de raiz, mas na música erudita, na música pop e até mesmo em bandas de rock”.
BLASQUES, M. Disponível em: http://usp.br. Acesso em: 17 nov. 2021 (adaptado).
A maneira como a viola caipira é abordada nos dois textos revela que esse instrumento cordófono dedilhado
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MESTRE VITALINO. Ceia. Cerâmica policromada. 14 × 24cm. Acervo Galeria Pé de Boi, Rio de Janeiro.
Disponível em: www.itaucultural.org.br. Acesso em: 26 jul. 2010.
Mestre Vitalino, importante ceramista popular brasileiro, na obra reproduzida, retrata uma cena típica da cultura nordestina: o horário da refeição. Seus bonecos de barro apresentam características artísticas marcantes, representadas como
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Então, a arte urbana — a arte das catedrais — extraiu dos campos vizinhos o principal alimento de seu crescimento, e foram os esforços de inumeráveis pioneiros, desmatadores, plantadores de cepos, construtores de valas e de diques que, no êxito de uma imensa expansão produtiva, levaram à sua realização. Tendo como cenário novas colheitas e jovens vinhedos, ergueram-se as torres de Laon: esculpida na pedra, a figura dos bois de trabalho as coroa; nos capitéis de todas as catedrais florescem ramos de videiras. As fachadas de Amiens e de Paris representam o ciclo das estações por meio da imagem dos trabalhos do campo. Justa celebração: esse cultivador que afia sua foice, esse vinhateiro que talha, capina, ou faz suas mudas, com o trabalho, fizeram com que da terra brotasse o monumento. Ele é o fruto do campo, ou seja, de seu trabalho.
DUBY, G. O tempo das catedrais: a arte e a sociedade — 980-1420. Lisboa: Estampa, 1993 (adaptado).
O texto traz uma reflexão sobre o patrimônio artístico urbano medieval e o seu desenvolvimento, relacionado com a(s)
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Woodstock surpreendeu porque esperava reunir bem menos pessoas. Foram vendidos cerca de 180 mil ingressos, mas, diante do intenso fluxo de pessoas chegando à fazenda onde o evento estava acontecendo, os organizadores decidiram torná-lo gratuito. A multidão fez sua própria música, compartilhou comida, convivendo por três dias com sujeira, lama e falta de estrutura. Woodstock foi pensado como um evento lucrativo. Era a irresistível comunhão entre pop rock e a indústria cultural. Mas a multidão, em sua criatividade e ilusões, fez parecer que 1969 era o ano zero de uma nova civilização. Transformado em filme, o festival recuperou facilmente os lucros perdidos com a derrubada das cercas. A indústria cultural não deixou de vencer e absorver, pouco a pouco, a criatividade juvenil expressa na música pop rock do final dos anos 1970.
MARIUZZO, P. Woodstock. 40 anos do festival que marcou a música e as gerações. Ciência e Cultura, n. 4, 2009 (adaptado).
O caráter contraditório mencionado no texto relaciona-se ao(à)
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O Museu da Maré funciona na Zona Norte do Rio de Janeiro. Tem como exposição permanente a mostra 12 tempos, que representa os tempos de construção da Favela da Maré, entre eles, os tempos da água, da migração, da casa, da resistência, do trabalho e do cotidiano. Para representar esses períodos, estão expostos pertences de antigos moradores — doados ao museu —, como fotografias e a reprodução de uma casa de palafita, em tamanho real, em referência às que serviram de moradia para centenas de famílias quando a ocupação da Maré teve início, nos anos 1940.
PITASSE, M. Museu da Maré resgata memória da favela há quase 12 anos, no Rio de Janeiro. 2018 (adaptado).
A concepção de museu mencionada no texto reúne elementos patrimoniais e a
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TEXTO I
A partir da Segunda Guerra Mundial o cenário europeu se altera com o progressivo aumento de um sentimento democrático e de compreensão do poder público e das suas modalidades de ação e de relação com a sociedade, que passa a exercer de modo um pouco mais articulado algum controle social, o qual era visto até então como de exclusividade do poder público. Essa nova perspectiva também altera significativamente a percepção da arte e, por óbvio, da historicidade da mesma.
MARZADRO, F. Revista NAU Social, n. 5, maio-out. 2013 (adaptado).
TEXTO II
A liberdade artística é termômetro democrático dos mais sensíveis. Nela encontram-se o pensamento, a expressão e a criatividade. É o espaço do novo e da diversidade. Não espanta que incomode quem não deseja um mundo plural e livre. Ainda mais quando extremismos e ódio sufocam o convívio das diferenças. É preciso cultivar a liberdade artística. Cerceá-la, por imposturas que semeiam a discórdia e se valem da confusão, do medo e do preconceito, não é novidade. O nazismo se valeu disso contra a “arte degenerada” para instaurar uma sociedade fascista. Essa repressão não é inocente. Ela afronta o direito à cultura, que é de todos, e discrimina particularmente certos grupos, como no caso em que atinge pessoas LGBTQIAPN+. Abre as portas para a violência, como já vivenciam os adeptos de religiões afro-brasileiras, que são apedrejados e que têm suas casas de religião incendiadas, ou quando atendimento médico é negado a crianças por motivação ideológica.
RIOS, R. R. Arte e democracia. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br. Acesso em: 26 out. 2023 (adaptado).
Os textos enfatizam a importância histórica da manifestação artística como um instrumento de
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